Arrume a Sua Casa e Melhore a Sua Vida.


 

Este ano e mais do que nunca coloquei em prática o destralhamento cá em casa, já escrevi sobre isso AQUI. Acredito profundamente que o aglomerar de coisas em casa, daquelas que juntamos na esperança de um dia utilizar, podem prejudicar severamente as boas energias de nosso lar e com isso interferir negativamente na vida familiar.

Não se trata de modismos esotéricos ou "mania" de limpezas, manter tudo no seu devido lugar é simples e não é de todo uma tarefa árdua diária. Quando finalmente organizamos nossos armários e gavetas, tudo facilmente fica arrumado apenas devolvendo ao seu lugar e a vida flui muito mais leve.

Com o destralhamento que fiz consegui apetrechar uma casa com tudo o que é essencial,é claro que não preciso de uma casa de férias com tudo a condizer ao por menor, mas consegui criar alguma harmonia dando uso ao que tinha em casa, guardado a anos e é assustador pensar que eu tinha uma casa dentro de outra casa.

Percebi também o quanto consumimos por impulso, principalmente quando vivemos em uma cidade como Lisboa.  

A pouco tempo li sobre Marie Kondo, uma japonesa expert em organização e achei muito interessante a sua forma de categorizar o que devemos guardar e o que devemos dispensar. Segundo Kondo pegas no objeto e perguntas a ti própria como ele te faz sentir, se trouxer alegria é para manter, caso contrário, está na hora de desapegar.

Se estiver animado com a ideia de organização, confira abaixo alguns passos indicados por Marie Kondo:


PASSO 1. Defina seu estilo de vida ideal e como você gostaria que fosse sua casa.

Pare por alguns minutos e pense como você gostaria que fosse cada canto da sua casa. Tente imaginar quais itens você gostaria de ter e onde ficariam melhor posicionados. Ao visualizar uma imagem concreta, torna-se mais rápido o processo de deixar cada coisa em seu lugar. Esta é a chave principal da arrumação.

PASSO 2. Arrume tudo de uma vez só.

Há quem tire um dia para arrumar o quarto e outro para dar atenção à organização do escritório, mas para Marie Kondo, o grande problema de arrumar as coisas aos poucos é que as chances de você passar o resto da vida arrumando são grandes.


PASSO 3. Organize por categoria, não por localização.

Isso significa que você deve decidir arrumar todos os livros e não arrumar apenas o quarto, por exemplo, já que livros podem estar por diferentes cômodos da casa. Faça uma categoria por vez. A dica é começar pelas mais fáceis, como roupas livros e documentos. Se tiver muitos itens em uma categoria (roupas, por exemplo), faça subcategorias com calças, camisetas e jaquetas.

Deixe para o final objetos que têm algum valor sentimental, como fotos e cartões. Marie Kondo sugere guardar apenas fotos que te fazem lembrar do contexto e trazem um sentimento bom.

PASSO 4. Livre-se do excesso.

Ao pegar cada um dos objetos da sua casa, pergunte a si mesmo: isso tem utilidade no momento para mim ou terá no futuro? Isso me faz feliz? Essa pergunta é ainda mais importante, pois mais do que ser útil, aquele objeto precisa te fazer feliz.

Caso a resposta for negativa, não hesite em jogar as coisas fora ou destiná-las para a doação. Deixe várias sacolas só para isso. Você deve ficar apenas com o que realmente ama ou que ainda te deixa feliz.

“Para algumas pessoas serão muitas coisas. Para outras, somente um punhado”, diz a autora. “A chave é trabalhar para identificar aquilo que verdadeiramente produz felicidade, e para a maioria das pessoas não é fácil. Mas é a melhor maneira de nos assegurar de que vivemos com aquilo que nos satisfaz. E na quantidade justa”.


Dicas extras de Marie Kondo:

• A melhor maneira de guardar bolsas é uma dentro da outra.

• Não compre produtos especiais para organização. A ideia é diminuir a quantidade de itens que possui, e não comprar mais.

• O objetivo de um presente se cumpre na hora em que o recebemos. Por isso, não tenha medo de se desfazer de lembranças que recebeu e nunca usou.

• Você guarda um monte de fios e cabos que não sabe de onde são? Jogue-os no lixo. Só mantenha aqueles cuja função você possa identificar.

• Qual foi a última vez que você abriu um manual de instruções? Eles não servem para nada.

• Esvazie o conteúdo daquelas caixas onde guarda objetos aleatórios, como botões soltos, prendedores de cabelo, moedas, canetas e bloquinhos promocionais.

• Organize as roupas na vertical. O resultado final é algo como uma biblioteca de roupas.


Fonte: Catraca Livre

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Férias!

 


É tempo de férias, aliás férias prolongadas por conta do covid. Estamos a tirar a barriguinha da miséria e aproveitamos todo o tempo que podemos para estarmos na nossa terrinha. 


Cansada de olhar para a vista do meu quintal e avistar tratores, carrinhas, restos de material de construção e etc. Já vamos a dois anos nisto!
Ainda tenho a esperança de lá ir nem que seja para mais uma semaninha, namorar as minhas obras eternas de Sta Engrácia.

Os dias estão a passar a correr, Agosto quase no fim e Setembro à porta,  é sinal de que a rotina das aulas estão a chegar. Reprogramar o pessoal para os novos horários não será fácil, estão desde Março em casa, já imagino o terror, o chororô para tirar a minha pequena terrível da cama logo cedo. 
Obrigar estas crianças a andarem todo o dia com uma máscara no rosto vai ser o Deus nos acuda!
Tudo em torno deste vírus transformou-se numa grande trapalhada, palhaçada e um puro jogo de interesses políticos e económicos sem qualquer piedade pelo pobre trabalhador. Do que tenho visto e vivido esta pandemia só veio a enriquecer ainda mais os ricos e os empregados precários tornaram-se reféns da sua entidade patronal, que gerem seus horários e salários como bem entendem.
As escolas estão caóticas, eles anunciam que mais de 50% dos vouchers para os livros já foram emitidos, mas eu ainda não recebi e conheço dezenas de pessoas que não receberam, o ano passado em Julho já tinha os livros da Daniela, estou a ver que este ano vai começar as aulas sem livros.
Enfim... é o Portugal que a maioria dos portugueses querem, fazer o quê?

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Trás os Montes - A Nossa Aldeia





Estive mais de um mês sem publicar, temos estado no nosso exílio e quando retornamos à Lisboa passamos por um processo complicado, é um readaptar à cidade, é termos de estar onde não queremos estar. Na nossa terra não temos telemóveis ou internet, é um sossego, principalmente porque não preciso policiar a mais nova no computador, ela se distrai com outras coisas, mal se lembram da TV.




A casota lá vai, na fase do quase e custa tanto esta fase, aff!
No entanto, agora mais envolvida na vida quotidiana da nossa terra, percebo o porque do Norte de Portugal estar tão abandonado. Concluí que é desejável para alguns que isso se mantenha, para que alguns poderosos possam estar à vontade para fazerem o que querem. Os setores públicos funcionam devagar devagarinho e tudo funciona na base dos amigos, dos compadrios. Estou a sete meses à espera que façam a instalação do ramal da água e saneamento, a casa vai ser entregue sem estes recursos básicos, em pleno século XXI isto é inadmissível. Não há brio profissional, aliás há muito pouco profissionalismo.
Fomos tendo conhecimento de que várias pessoas deixam de investir na nossa terra por incompetência de Juntas, Câmaras e todo o setor público no geral. 
Culpam Lisboa pela desertificação no Norte do país, que as verbas são todas canalizadas para a capital. Sinceramente não é isso que tenho visto, os nortenhos precisam mostrar que são capazes, essa conversa de que são esquecidos, comigo não cola mais.




Mas é aqui que temos as nossas raízes e temos esperança de que a situação mude em Trás os Montes e se torne de alguma forma atrativo para os jovens, que tiveram de sair para outros países ou outras zonas do país à procura de melhores condições de vida. Já vão havendo alguns malucos insistentes como nós, que vão construindo suas casas, quem sabe um dia possam retornar à sua terra.





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